Tereza tá com fome.

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Caio F. que come literatura que come música que come fotografia que come luz que come São Paulo que come Tereza que come?
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quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Homo homini lupus

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Sociedade da Insegurança


O Brasil é um País desigual. A má distribuição de renda desencadeia gradualmente conflitos. Um deles é a volência em toda a sua extensão. Essa violência, que é social, gera outra violência, a física. A problemática se agrava quando o cenário é a escola e os personagens, membros da comunidade escolar.

Quem acentua a violência é a má ducação social. As regras sociais que precisam ser ensinadas e, principalmente, praticadas pelos pais, educadores, gestores e políticos deste País parecem não estar sendo levadas a sério. As causas são muitas.

A mídia, em particular a televisão, noticia acontecimentos de estudantes que foram agredidos, professores que denuniaram alunos, estudantes que mataram colegas dentro ou fora da escola, mas em contrapartida não informa ou sugere medidas preventivas ou, pelo menos, paliativas no sentido de redefinir a educação social, como deveria ser.

A rede mundial de computadores atua de forma direta na comunicação social da população, e por este motivo há a necessidade deste canal reformular suas estratégias ideológicas, ampliando o valor e o sentido da vida em prol desta, e não condicionando-a ao materialismo, que agride, que envaidece e culmina a fatalidades. A exemplo do estudante que a caminho da escola foi abordado e violentado por outros estudantes por não pagar a quantia que lhe dava garantia de vida.

À medida que os membros da comunidade escolar assumirem o seu papel de formadores, e não de deformadores, e os meios de comunicação usarem seu poder para auxiliá-los neste desafio, certamente a escola será o cenário ideal para a convivência e a aprendizagem.

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Família ê, família á

Laços afetivos. Núcleo de convivência. Fundamento da sociedade. Amor conjugal. Centro de referência. Indivíduos que compartilham genes, casa, quarto e parentes biológicos, ou não. Estes são conceitos sobre família, mas que estão sofrendo alterações no século XXI.

Essas alterações acabam por reinventar o conceito e o formato tradicional de família. É o caso do casal homossexual brasileiro, Michele e Carla, que, recentemente, conquistaram o direito de registrar seus filhos gêmeos no nome de ambas. Ou então o das novas famílias que agregam novos membros, ainda sem sabermos nominá-los. Essas alterações se tornam uma grande inclusão, um processo social que está nos levando não ao fim, mas à revalorização da família.

Pesquisas de comportamento mostram que, mais até do que amigos, os bichos de estimação são hoje vistos como filhos ou irmãos em boa parte dos lares que os acolhem. No Brasil, essa é a realidade em 44% das residências das classes A, B e C. Tal qual o cão Argos, de Homero, e a cadela Baleia, de Graciliano, os animais são cúmplices, com os quais seus donos vivem dores e delícias.

Esses laços afetivos dão sentido à vida e este é o motivo pelo qual as novas possibilidades não colocam os conceitos sobre família em desuso. Pelo contrário, quanto mais arranjos familiares forem inventados, mais a base familiar reafirma sua importância na sociedade.

Com a aceitação e inclusão, social e legal, dos novos conceitos sobre família, temos o século XXI marcado pelos diferentes e não menos importantes, arranjos familiares.

sábado, 29 de agosto de 2009

Brasil, mostra tua cara!

De um lado, garotas de Ipanema, lindas e cheias de graça. De outro, adolescentes grávidas de graças tão lindas quanto às outras.

O País tem dimensões continentais, variedades naturais e culturais e elevado potencial turístico. Causa espanto e cobiça. No norte, há a Amazônia, maior diversidade entre as florestas da zona intertropical do globo terrestre. Além disso, um gigantesco reservatório de petróleo e gás natural, localizado na Bacia de Santos, Campos e Espírito Santo, precisamente de cinco a sete metros abaixo do nível do mar fará o Brasil ser o maior produtor e exportador de petróleo e derivados do mundo.

Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística(IBGE) confirmam que a expectativa de vida aumenta a cada ano, indicando maior demanda para serviços médicos e estéticos. O mercado cresce. Em contrapartida, o Sistema Único de Saúde(SUS) coleciona processos judiciários e irregularidades e o trabalho escravo no País é denunciado pela Organização Internacional do Trabalho(OIT).

De um extremo a outro do País, a fé cristã se manifesta. Cristo Redentor, braços abertos, mora no cartão postal do Brasil, ícone da religiosidade presente na vida de mais da metade da população, segundo o Instituto Brasileiro de Pesquisa e Estatística(Ibope).

Em cada canto, uma cor, uma comida, um ritmo, um clima, uma fala, uma dança, um brasileiro diferente. Todos os "brasis" juntos constroem o caleidoscópio latino, festivo e tropical que traduz o que é o Brasil: samba, feijoada completa, partida de futebol. Aliás, vai bola, vem bola. O Brasil é penta campeão do mundo. Orgulho e glória, amém!

sexta-feira, 19 de junho de 2009

Janela da Alma

Agora em Belém são quatro horas da tarde.

A chuva cai e risca a paisagem como a tinta a óleo à tela. Sombrinhas colorem o chão, árvores choram gotas alegres, agradecem a água de todo dia. Nesta cidade a chuva representa, significa, diz muito da riqueza, da beleza.

Contemplo a paisagem pintada à gotas, todas as tardes. Os riscos surgem e junto com eles o barulho da tranquilidade pinta a paz. E no embalo da orquestra artesanal dos pingos, as redes vão e vem, as bênçãos penetram os poros invadindo a alma e limpam as preocupações diárias.

É na chuva que as desigualdades ficam mais aparentes. Ricos secos e pobres molhados. Ou será o contrário? De um lado, São Pedro, "deus da chuva", abençoa plantações, hortas, jardins, corações e mentes desanimadas. De outro, enchentes que brigam e desabrigam famílias inteiras,trovões, tempestades e raios.

Já nos primeiros instantes, chuviscos energizam os sentidos para a nostálgica infância, quando acontecem partidas de futebol e de queimadas regadas à chuva, suor e sol. Ou seria sol, suor e chuva?

Quatro horas da tarde. Horário para olhar, sentir, dizer, escrever, fotografar, amar, comover-se, dançar, brincar, viver, comer, rezar, abençoar-se, tranquilizar-se, banhar-se.

A chuva chega às quatro horas em Belém.

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

Os dragões (não) conhecem o Paraíso



Praia do Paraíso, localizada em Mosqueiro-PA, registro de Tereza Maciel.

sexta-feira, 7 de novembro de 2008

De volta pra casa

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

Tatuei Caio F. em mim


De todos aqueles dias seguintes, só guardei três gostos na boca - de vodca, de lágrima e de café. O de vodca, sem água nem limão ou suco de laranja, vodca pura, transparente, meio viscosa, durante as noites em que chegava em casa e, sem Ana, sentava no sofá para beber no último copo de cristal que sobrara de uma briga. O gosto de lágrima chegava nas madrugadas, quando conseguia me arrastar da sala para o quarto e me jogava na cama grande, sem Ana, cujos lençóis não troquei durante muito tempo porque ainda guardavam o cheiro dela, e então me batia e gemia arranhando as paredes com as unhas, abraçava os traveseiros como se fossem o corpo dela, e chorava e chorava e chorava até dormir sonos de pedra sem sonhos. O gosto de café sem açúcar acompanhava manhãs de ressaca e tardes na agência, entre textos de publicidade e sustos a cada vez que o telefone tocava. Porque no meio dos restos dos gostos de vodca, lágrima e café, entre as pontadas na cabeça, o nojo na boca do estômago e os olhos inchados, principalmente às sextas-feiras, pouco antes de desabarem sobre mim aqueles sábados e domingos nunca mais com Ana, vinha a certeza de que, de repente, bem normal, alguém diria telefone-pra-você e do outro aldo da linha aquela voz conhecida diria sinto-falta-quero-voltar. Isso nunca aconteceu.

- Caio Fernando Abreu em Sem Ana, Blues de Os Dragões não conhecem o paraíso.

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

Dinâmica dos fluidos

"Somos todos partículas. Átomos. Elementos químicos células, pessoas. Nos locomovemos. É isso que as partículas fazem. São atraídas e repelidas. O ar vai do quente para o frio. As cargas elétricas, do positivo para o negativo. Os planetas se atraem. E nós, indivíduos, para onde vamos?

Temos o livre-arbítrio. Vamos para onde queremos. O que torna nossos fluxos bem mais complexos de se organizar. O modelo matemático do trânsito é o mesmo da dinâmica dos fluidos. Da água correndo pelos canos. Cada cano como se fosse uma molécula d'água. O espaço entre eles é a pressão. Poucos canos, pouca pressão, o trânsito flui bem. Se a água é represada: muitos canos, pouco espaço entre eles, maior pressão. Só que a cidade não é só um cano ; é um emaranhado de canos, com água correndo para diferentes direções"

(texto sobre o trânsito de São Paulo narrado pela personagem Ênio (Leonardo Medeiros), no filme brasileiro Não por Acaso e obra da artista plástica Carmela Gross).

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

Da maior importância


Baía do Guajará. Foto de Bob Menezes, fotógrafo paraense, que conseguiu captar toda a minha saudade de Belém neste clique.

domingo, 5 de outubro de 2008

No rádio





terça-feira, 30 de setembro de 2008

Menina bonita do anel de ouro

Homens e mulheres cantam e dançam em roda, quase todos descalços. Seus passos imitam o andar de bichos. O nome, carimbó, vem de um tipo de tambor (curimbó) escavado em tronco de árvore, usado ao lado de outros instrumentos como banjo, flauta, clarinete e cuíca (ou onça), para tocar o carimbó.

A dança apresenta forte influência africana. É uma das formas do batuque de terreiro, parecida com outras danças, como o jongo (SP, RJ), o tambor-de-crioula (MA) e o zambê (RN).

A quem interessar, Câmara Cascudo, grande estudioso da cultura popular, tem um blog:
http://memoriaviva.digi.com.br/cascudo/index2.htm


video
Grupo "Quentes da Madrugada" (Santarém Novo - PA) no espaço cultural "Cachoeira", em São Paulo.

Do Paraíso à Consolação

Cheguei em casa às 3h40, abri a janela do quarto. Olhei bem para todos aqueles prédios, todos aqueles carros, todos aqueles caras, todos aqueles casos, todos. Agora sou outra. E ainda tenho fome.